Esta actividade começou, como previsto, com a saída da escola pelas sete horas. Chegámos a Coimbra pelas 10.30h e fomos imediatamente para o Convento de s. Francisco onde decorria a Mostra de Provas de Aptidão Profissional. Aí, contactámos com os trabalhos realizados nos últimos 20 anos, nos vários cursos profissionais existentes de norte a sul do país, no que concerne às PAPs. Depois de tudo o que vimos e analisámos, interiorizámos que os trabalhos bons e de excelência exigem grande envolvimento, aplicação e esforço; que os médios são acessíveis a todos e que não há lugar para os medíocres. Percebemos, também, que depende de nós – da nossa criatividade, da nossa iniciativa e da nossa capacidade de trabalho - o resultado final.
Após uma breve pausa para almoço, iniciámos uma visita pela Coimbra histórica e monumental, guiados pelos alunos do Curso Profissional de Técnico Turismo da Escola Profissional Profitecla, pioneira neste curso, e que se encontraram connosco junto à estátua de D.Dinis o fundador da Universidade neste Cidade.
Foi com eles, numa caminhada de quase três horas, que visitámos as Faculdades, a Biblioteca Joanina, a Sé Nova, a Sé Velha e o mosteiro de Santa Cruz.
Pelo caminho ainda houve tempo para ouvir algumas histórias que fazem parte do imaginário da cidade:
Histórias de estudantes de capa preta que em tempos se perderam de amores pelas belas Tricanas. As Tricanas foram representadas na literatura da época como mulheres airosas, delicadas que irradiavam graça e simpatia, embora o seu amor nem sempre fosse correspondido. Em Dezembro de 2008 foi inaugurada uma magnífica escultura em sua homenagem, que se encontra na Calçada de Quebra Ossos.
Histórias de serenatas que se continuam a fazer, apenas e só no masculino, junto à Sé Velha e que, hoje, tal como ontem, continuam a mobilizar toda a cidade, sensibilizando até às lágrimas os que sentem que “Coimbra, tem mais encanto, na hora da despedida.
Histórias que contam vidas de reis aqui depositados - (D. Afonso Henriques e D. Sancho I)
Histórias que nos relatam o trágico amor de Pedro e Inês, escritas nas margens do Mondego e que actualmente fazem parte de um percurso enesiano.
Esta actividade, pensada e planificada para permitir o contacto com outras realidades e experiências a nível da elaboração de Provas de Aptidão Profissional, foi muito para além dessa fronteira: Permitiu - nos reforçar os conhecimentos em termos de História da Arte e um contacto com outras realidades espaciais e temporais de grande riqueza cultural que nos ajudarão, necessariamente, como futuros cidadãos empenhados, solidários e respeitosos do nosso património histórico-cultural.